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O QUE FAZ A DIFERENÇA PARA UMA LIDERANÇA EFICAZ

26/10/2016

Por Rogerio Martins*

Liderança é minha praia! Adoro ler, aprender, pesquisar, escrever e praticar sobre gestão de pessoas. Como o ser humano está em constante transformação, é natural que o exercício da liderança também seja um processo contínuo de mudanças.

Tudo aquilo, ou quase tudo, que se sabia, publicava e praticava a respeito de desenvolvimento de lideranças nos últimos vinte anos, já não se aplica mais. Quer dizer, ainda tem gente que continua pensando e agindo como há vinte, trinta ou cinquenta anos atrás. Péssimo!

Bem, hoje em dia sabemos que os jovens da chamada Geração Y, tem comportamentos muito diferentes daqueles classificados nas Gerações X e Baby Boomer. Os integrantes desta nova geração, e que hoje ocupam inclusive posições de liderança em diversas empresas, tem hábitos e comportamentos profissionais peculiares. Entre eles, a capacidade de se conectar a diversas coisas ao mesmo tempo, porém, em geral, perdendo o foco com maior rapidez. Tendem a pensar e agir de modo instantâneo e ao mesmo tempo se sentir incomodado com as rotinas. Não há um lado bom ou ruim nisso, apenas características e que precisam ser analisadas, estudas e compreendidas.

Assim, seja você um jovem ou experiente profissional, liderar nestes tempos modernos é um grande desafio, para qualquer geração. Algumas pessoas mais velhas acabam incorporando naturalmente estes “novos comportamentos”, provocando mudanças significativas na cultura organizacional. Claro que isso é um processo em constante transição e não podemos generalizar, pois temos muitas empresas que ainda vivem como nos tempos de Taylor, Fayol e Henry Ford.

 

4 ATITUDES FUNDAMENTAIS PARA UMA LIDERANÇA EFICAZ

Gerenciar pessoas, portanto, é conhecer as pessoas. Esta é uma das quatro atitudes fundamentais para o exercício de uma liderança eficaz. Para liderar é preciso desenvolver a empatia. Olhar de fato para o outro. Ouvir de fato o outro. Se colocar de fato no lugar do outro. Exercitar a empatia e fundamental.

A segunda atitude que considero fundamental é o senso de justiça. O gestor que atua de forma “bipolar”, agindo hora de uma forma e hora de outra destrói a equipe. Pior é aquele que trata alguns descaradamente bem e pega no pé de outros de forma constante. E nem precisa ser tão descarado assim. A equipe percebe e comenta. Com o tempo esta pessoa perde o respeito de todos e não consegue mais gerenciar. O gestor precisa ter consciência que liderar é tomar decisões. Neste processo vai acontecer de algumas decisões não agradarem alguns, mas se for claramente comunicado o impacto negativo é menor. O que não dá é para tratar as pessoas de forma injusta, usando “pesos e medidas” diferentes. E viva a meritocracia!

Saber aplicar o feedback é a terceira atitude apresento como fundamental para uma liderança eficaz. Ultimamente este tema tem sido bastante divulgado, mas ainda poucos sabem dar e, principalmente, receber feedback. Sim, o gestor tem que ampliar e muito sua capacidade de receber feedback. Ninguém é perfeito e, sendo assim, o líder tem que abrir a guarda e começar a ouvir sua equipe. Tem pessoas que acham mais fácil dar do que receber feedback. Outros o contrário. O que mais importa é entender como uma técnica, como uma ferramenta de gestão. Existem cursos, livros, artigos, vídeos e tantas outras formas de aprender ou se aprimorar e todas ajudam muito. Entretanto, é a prática efetiva que tornará seu feedback mais poderoso. Uma dica é analisar como você se saiu depois de uma sessão ou mesmo uma ação específica de feedback. Pense sobre como se sentiu durante a situação: qual o clima que ficou, em que poderá melhorar? Autocrítica é fundamental.

Por último e não menos importante, aliás não há necessariamente uma sequência de atitudes fundamentais, chamo sua atenção para o comportamento assertivo, ou o controle emocional. Quantos líderes desequilibrados emocionalmente você já conviveu? Já teve chefe descompensado, que grita, xinga, fala alto, bate na mesa, dá “piti”? Tudo bem, posso ter exagerado, mas já trabalhou com alguém que perde a cabeça vez em quando? Não dá! Por mais pressão que o gestor tenha que administrar ele não pode descontar nos outros. Tem que aprender a controlar as emoções e reações. O dilema é que um gestor mais autoritário e/ou impositivo traz resultados imediatos para a organização. Porém, a médio e longo prazo acaba com a moral da equipe.

Gerenciar pessoas hoje é um grande desafio. Maior que antes e menor do que virá no futuro. Portanto, para liderar é preciso gostar de lidar com gente, encarar desafios, estar disposto a aprender continuamente e sair da zona de conforto.

Rogerio Martins 

É Psicólogo, Escritor, Palestrante, Professor Universitário e criador do programa MENTORIA de LIDERANÇA.



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